
‘O que é indígena?’ Uma pergunta simples, feita durante um momento de contação de histórias, foi o ponto de partida para um projeto que vem transformando o aprendizado de crianças do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Pequeno Príncipe, localizado na Arno 43 (407 Norte). A partir da curiosidade genuína dos pequenos, nasceu o projeto ‘Saberes Indígenas: Ciência, Natureza e Cultura’, desenvolvido com turmas do 2º período da Educação Infantil, desde o início deste mês de abril.
Para tornar o aprendizado significativo para as crianças, as professoras apostam em práticas pedagógicas lúdicas e vivenciais. Entre as atividades propostas estão contação de histórias, produção de acessórios e brinquedos, brincadeiras tradicionais, exploração de elementos da natureza, além do contato com saberes relacionados à alimentação e à medicina natural.
Uma das experiências mais marcantes já realizada é a atividade ‘Mandioca: a raiz saborosa’, em que as crianças participam de todo o processo: desde o contato com o alimento in natura até o preparo e degustação. Amplamente utilizada na alimentação brasileira, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, a mandioca carrega um forte valor cultural, sendo cultivada há séculos pelos povos indígenas e transformada em diversos alimentos, como farinha, tapioca e beiju.

Conhecimentos sobre os povos originários
A diretora do Cmei Claudilene dos Santos Silva explica que as atividades do projeto buscam valorizar os conhecimentos dos povos indígenas, reconhecendo-os como produtores de saberes fundamentais ligados à natureza e à cultura. “Cada povo indígena possui sua própria forma de ver e viver o mundo, sua visão, suas práticas culturais, formas de uso da terra e expressões artísticas. Apesar das diferenças, há uma luta comum que une esses povos: a defesa do território, dos direitos e da preservação da natureza e isso a nossa equipe pedagógica está trabalhando com as crianças”, relata.
Claudilene lembra que o projeto também está alinhado às diretrizes da Base Nacional Comum Curricular e atende à Lei 11.645/2008, que torna obrigatório o ensino da história e cultura indígena nas escolas brasileiras. Nesse contexto, trabalhar o tema desde a educação infantil contribui diretamente para o desenvolvimento de valores como empatia e consciência ambiental.
Ao longo dos oito meses de projeto, tempo previsto para acontecer as ações, a ideia é estimular também nas crianças percepções investigativas, incentivando a observação, a formulação de hipóteses, a experimentação e o registro das descobertas, sempre inspiradas nos conhecimentos dos povos originários.
Conforme a professora Luciana Ribeiro Santana, a expectativa é que, ao final desse percurso, os alunos tenham desenvolvido não apenas novos conhecimentos, mas também respeito e admiração pelos povos indígenas, maior consciência ambiental e a capacidade de valorizar a diversidade cultural brasileira.

O projeto é conduzido pelas professoras Luciana Ribeiro Santana, Miriam Rejane Moreira dos Santos, Maria José Dourado Mesquita e Rosicleia Oliveira da Silva, que, com sensibilidade e criatividade, vem transformando a curiosidade da criançada em aprendizado significativo.
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