
O final do período de matrículas na rede municipal não significa que acabaram as oportunidades de estudo para as pessoas que não puderam cursar o Ensino Fundamental na época devida, e que necessitam do serviço prestado pela Educação de Jovens e Adultos (EJA). Para este público, o prazo é ajustável. “Temos muitas vagas e deixamos o prazo mais flexível para que os interessados possam chegar a qualquer tempo e se matricular”, informa a supervisora da EJA em Palmas, Rosana Débora Vieira Lopes. Hoje a Educação de Jovens e Adultos na Capital tem capacidade para receber pelo menos 950 alunos.
A rede municipal de ensino oferta essa modalidade em cinco escolas em todas as regiões de Palmas são elas: Escola Municipal (EM) Beatriz Rodrigues (Arno 42 – 405 Norte), EM Tom Jobim (Arse 122 – 1206 Sul), EM Aurélio Buarque (Jardim Aureny I), EM Maria Júlia (Jardim Aureny III) e EM Jorge Amado (Setor Santa Fé), todas com vagas disponíveis. A EJA funciona no período noturno, das 19 às 22 horas, de segunda a quinta-feira. O jantar é servido aos alunos às 18h45.
Pertencimento e empreendedorismo
Reneê Pereira trabalha como orientador da EJA na EM Aurélio Buarque. Segundo ele, a equipe busca proporcionar boas condições para acolher quem trabalha o dia todo e estuda à noite, buscando conhecimento para acessar o nível médio e o curso superior, ou ainda incrementar sua atividade comercial. “O aluno chega muitas vezes cansado, direto do trabalho. Aqui ele recebe um uniforme, que é uma forma de identidade, pode jantar e encontra professores que o aguardam e compreendem sua realidade”.
Ele teve uma iniciativa que vem apresentando bons resultados para estimular os alunos a permanecerem na escola. Por meio de um grupo de Whatsapp, mantém contato contínuo com a turma e uma busca permanente por quem apresenta sinais de desistência. “Trabalhamos com pessoas jovens, de 16 a 29 anos, e também senhores e senhoras de mais de 60 anos, em sua maioria trabalhadores que buscam o conhecimento. Por meio destas simples ações, o aluno se sente parte da escola, se torna um amigo do orientador e adquire mais confiança, não apenas na escola, na gestão e no professor, mas no próprio desejo de pertencimento à escola”, detalha.
Na EM Aurélio Buarque, o conhecimento de cada aluno é utilizado no aprendizado dos demais. Por meio de atividades práticas, são compartilhadas iniciativas de empreendimentos ao mesmo tempo em que se exercita o conteúdo. “Os que já têm um produto ensinam os demais. Uma minipizza com qualidade, um cremosinho, bolo, espetinho, que ele vende na rua, na feira, e traz renda para sua casa. É um conhecimento que o aluno traz e o professor usa, pois ele é um parceiro deste aluno muito especial, porque é trabalhador”, ressalta Reneê.
Ciência da importância do estudo
A dona Maria do Carmo é uma das alunas da EJA na EM Aurélio Buarque e está determinada a não parar mais seus estudos depois de 14 anos fora de sala de aula. Ela diz que já está lendo e escrevendo e utiliza bem dispositivos eletrônicos. “É bom demais, meu professor João Maria é maravilhoso. Já aprendi e estou aprendendo muito com ele neste primeiro ano em que trabalhamos juntos e eu vou continuar. Todos são maravilhosos na escola, orientadores, professores, merendeiros, todo mundo”, diz, exultante.
Já Rosilene Ferreira Nassil, de 49 anos, recomeçou os estudos há dois. Foi o estímulo da escola que fez a diferença em sua meta de concluir o Ensino Fundamental para iniciar o Ensino Médio. “Vou pensar depois no que vou fazer, mas por enquanto estou me sentindo muito bem na escola. É ótimo estudar aqui, todos os que vierem serão muito bem recebidos”, disse, reforçando, inclusive, a excelência do corpo docente.
Sem oportunidade de estudar quando mais jovem, Rosemaria Rodrigues da Silva, também tem 49 anos, viu na EJA uma nova chance na vida. “Estou desenvolvendo muito, tenho objetivo de fazer um curso de gestão e por isso estou firme nos meus estudos. A equipe é muito boa, de professores e de gestão, e nos lembram sempre a importância de estudar e aprender, finaliza.
Texto:Rogério Franco/Semed
Edição:Denis Rocha/Secom

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