
O filme em realidade virtual Encontro com Darcy, produzido pelo Secretaria de Relações Públicas do Senado, foi exibido no Pixel Show, festival sobre tecnologia e inovação que ocorreu em Brasília entre os dias 21 e 23 de maio. A imersão em realidade virtual, que alia inovação e memória, atraiu um público diversificado à Arena Mané Garrincha.
Com óculos de realidade virtual, o público teve a oportunidade de conhecer a trajetória do ex-senador Darcy Ribeiro de um jeito diferente. O filme, de aproximadamente 13 minutos, apresenta o legado do educador, ex-senador, antropólogo, escritor e um dos maiores defensores dos povos originários do Brasil.
Para quem experimentou a tecnologia pela primeira vez, a sensação gerou surpresa. A visitante Keilla Tavares, que há tempos desejava testar um equipamento de realidade virtual, disse ter ficado encantada com a narrativa do filme.
— Tive uma experiência muito nova, porque não é só um filme, é uma realidade totalmente diferente com os óculos de realidade virtual. Eu conhecia a história de Darcy como um dos fundadores da Universidade de Brasília, mas não conhecia a relação dele com os povos indígenas. Gostei muito e quero assistir de novo — relatou Keilla Tavares.
O filme faz parte do Projeto Visite 360, que apresenta filmes em realidade virtual sobre personagens relevantes da história política recente aos visitantes do Congresso Nacional.
A estrutura montada para as sessões foi projetada para receber cerca de mil pessoas ao longo do Pixel Show. O filme foi escolhido por representar um tema ainda em debate na sociedade. Para a chefe do Serviço de Planejamento da Secretaria de Relações Públicas do Senado, Aline Krettli, a iniciativa vai além do aspecto institucional.
— Difundir nosso filme para quem ainda não assistiu no Congresso é sempre um prazer. Levar Encontro com Darcy, ou outro filme do Projeto Visita 360, para o público externo é difundir essa inovação que o Senado apresenta ao apostar numa tecnologia de ponta e de imersão — ressaltou.
Quem também se impressionou com o realismo dos cenários da produção foi o estudante de direito João Pedro Pena, acostumado aos óculos virtuais apenas no universo dos games.
— No final do filme, quando fecham a roda de estudantes no Salão Negro do Senado, cheguei a estender a mão para pegar a rosa e só depois me dei conta de que era um filme, e não a realidade. Essa é uma imersão em que você se joga e participa — contou.
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